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Túnel do Rossio

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A derrapagem nos custos das obras públicas em Portugal não é novidade. Seja o exemplo megalómano da Casa da Música há uns anos ou o mais recente caso do túnel do Rossio. Este último foi hoje aberto ao público após as obras de remodelação e, cheio de pompa e circunstância que tal ocasião merece, o ministro das obras públicas adiantou a sua explicação para a derrapagem de 9,5 milhões de euros nos custos da empreitada. Segundo o Ministro, esta derrapagem deve-se a dois factores: a mudança de empreiteiro e a monitorização da obra que não estaria inicialmente prevista.

De acordo com as suas convicções, Mário Lino adianta que a rescisão do contrato com o consórcio Teixeira Duarte/Epos causou “um aumento dos custos”, designadamente porque obrigou a um “prolongamento do tempo de estaleiro”, embora não tenha sido a causa de todas as despesas adicionais. Segundo o ministro, foi feito “um trabalho que não estava inicialmente previsto ter na empreitada da obra, a monitorização do túnel”, que implicou “um conjunto de equipamentos durante a fase de construção e de exploração” e “um milhão e 200 mil euros” de custos.

Parece-me oportuno porém lançar uma ou duas questões. Sou ainda estudante e a minha especialidade não vai de encontro com a área de geotecnia pelo que posso estar errado no meu pensamento, podendo pesar ainda o facto de uma possível má interpretação de minha parte das palavras do Sr. Ministro. De facto com a primeira justificação posso até concordar, o processo foi badalado na comunicação social e é portanto de conhecimento público que a rescisão de contracto com o primeiro empreiteiro levou a uma perda de tempo considerável. Mas não consigo compreender como é possível não estarem previstos nos custos de uma obra deste tipo os custos relativos à monitorização do túnel??? Pelo pouco que sei parece-me obvio que numa obra desta dimensão se torna indispensável controlar deslocamentos e estados de tensão em toda a estrutura de suporte ao longo do tempo. Parece-me razoável que se são conhecidas à partida estas necessidades porque não foram estas tidas em conta inicialmente???

Mas, por outro lado, no final da cerimónia reiterou que a segurança está assegurada: “Esta obra tem todas as condições de segurança”. Parece-me que depois de tantos gastos seria o mínimo que se poderia garantir ao país.

Fonte:

Diário digital

André Ferreira

 

A extraordinaria eficiencia de algumas soluções estruturais encontradas na natureza podem ajudar os engenheiros estruturais no desenvolvimento de novas soluções, especialmente com a evolução conjunta da tecnologia que permite a implementação de aplicações sofisticadas.

Foi nesta base que o Prof. Pedro Pacheco em conjunto com investigadores da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, inventaram um sistema de pré-esforço orgânico (OPS-Organic Pre-stressed System). Esta solução “permite compensar as forças a que a estrutura metálica das pontes está sujeita, baseando-se no funcionamento do músculo humano.”

Um músculo é um elemento estrutural com uma rigidez variável. Essa mudança de rigidez é alcançada por meio de abastecimento energético. Portanto, um músculo – ou de um sistema efetor – pode ser considerado como um elemento estrutural com a capacidade de alterar a força de uma estrutura convenientemente melhorar o seu desempenho. O Prof. adianta que: “Estamos a usar o sistema no processo construtivo. Através do OPS conseguimos optimizar essa estrutura usando um músculo artificial”

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Como se sabe, o pre-esforço pretende garantir um sistema de cargas capazes de equilibrar parte ou a totalidade da solicitação. O OPS resulta num pré-esforço “optimizado”, porque alguns esforços permanentes indesejáveis são evitados e as perdas diferidas do pré-esforço muito reduzidas. Além disso, OPS permite a concepção de estruturas mais leves e mais pequenas com os mesmos materiais estruturais. Estas soluções estruturais encaixam-se particularmente bem a situações de elevada razão “live-load/dead-load”. Segundo o Prof. Pedro Pacheco “A estrutura é muito mais leve, mais segura, mais fácil de transportar e mais barata”, o responsável pelo projecto acrescenta ainda que em estruturas maiores “o benefício cresce quase exponencialmente” e fala numa redução dos custos para a generalidade das estruturas na ordem dos 20%.

Um projecto piloto foi já desenvolvido para o teste do sistema OPS, aplicado à construção de uma ponte sobre o Rio Sousa (sub-lanço Lousada – IP4/A4), tendo sido um verdadeiro êxito. Um completo sucesso foi também a parceria entre a FEUP e a Mota-Engil que tem sido um dos trunfos deste projecto.

O OPS é único em Portugal e no mundo e o Prof.Pedro Pacheco afirma que as únicas desvantagens do sistema se prendem com “a resistência natural que as pessoas têm à inovação”.No entanto, o engenheiro acredita no sucesso do projecto e espera que “ajude a criar confiança” nas capacidades dos portugueses.

Vídeo de explicação simplificada do sistema pelo Professor Pedro Pacheco:

 

Fontes:

http://www.organicprestressing.com

http://www.fe.up.pt

http://detrolhaaengenheiro.wordpress.com

http://engenhariacivil.wordpress.com

André Ferreira

Andei cá a ver

E descobri mais umas themes que gostei!

Olha vê lá o que achas destas:
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